“O que se exige do ser humano é que, se possível, seja útil ao maior número de semelhantes. Caso não consiga, sirva a poucos, ou aos mais próximos, ou a si mesmo. Ao tornar-se útil aos demais, acaba por iniciar um trabalho social. Da mesma forma, quem se degenera prejudica não apenas a si, mas também a todos os quais poderia ajudar caso fosse uma pessoa melhor, quem se aprimora já beneficia os outros, já que prepara quem vai poder ajudá-los no futuro”. Sêneca Da vida retirada, de Sêneca.

Nós definimos como “felizes” vidas que estão de acordo com a natureza. E o que está de acordo com a natureza é óbvio e pode ser visto de uma só vez – tão facilmente quanto o que é completo. – Sêneca, Carta CXXIV. Sobre o verdadeiro bem como alcançado pela razão Cartas de um estoico, Volume III, de Sêneca Livros de Sêneca

Para o que surge de uma causa exterior, mostre a face da impassibilidade. Naquilo que surge de uma causa em si mesmo, busque a retidão e a justiça, isto é: que você seja determinado na ação que visa o bem comum, pois é isto o que lhe pede a sua própria natureza. – Marco Aurélio, Meditações, 9.31 Meditações, de Marco Aurélio Meditations, de Marcus Aurelius

O orador mais firme, quando diante do público, muitas vezes mostra-se em transpiração, como se estivesse esgotado ou exausto. Alguns tremem nos joelhos quando se levantam para falar, conheço alguns cujos dentes rangem, cujas línguas vacilam, cujos lábios tremem. Treinamento e experiência nunca podem livrar essas características. A natureza exerce seu próprio poder e através de tal fraqueza faz sua presença conhecida até mesmo para o mais forte. – Sêneca Carta XI. Sobre o rubor da modéstia Cartas de um estoico, Volume I, de Sêneca Livros de Sêneca

Devemos nos esforçar não para viver muito, mas para viver plenamente; para alcançar uma vida longa, você só precisa do destino, mas para viver corretamente você precisa da alma. Uma vida é muito longa se for uma vida plena; mas a plenitude não é alcançada até que a alma tenha fornecido a si mesma o bem próprio, isto é, até assumir o controle sobre si mesma. – Sêneca, Carta XCIII, Sobre a qualidade da vida quando contrastada com seu comprimento Cartas de um estoico, Volume III, de Sêneca Livros de Sêneca