Saber o que você controla não liberta você das obrigações da vida – Matthew Van Natta

Acredito que a beleza e a profundidade do Estoicismo venham da conexão entre as suas ideias, muito mais do que de seus conceitos isolados. Vamos pensar, por exemplo, na Dicotomia do Controle!
Epicteto escreveu:
“Todas as coisas existentes se dividem da seguinte forma: as que estão sob o nosso poder, e as que não estão. Em nosso poder estão o pensamento, o impulso, a vontade de adquirir e a vontade de evitar e, resumidamente, tudo que resulta das nossas ações. As coisas que não estão sob nosso poder incluem o corpo, a propriedade, a reputação, o cargo e, resumidamente, tudo aquilo que não resulta das nossas ações”.
Assim, poderíamos pensar: o que fazer quando nos deparamos com a dor ou o problema do outro?
Se analisarmos essa situação apenas sob a perspectiva da Dicotomia do Controle, podemos nos desobrigar de tentar ajudar tal pessoa. A questão é que os estoicos não deixam de lado o conceito de sympatheia, ou seja, a compreensão de que estamos conectados, de que somos todos parte da irmandade humana, de que a dor de um afeta a dor de todos.
Assim, é um dever estoico tentar ajudar a quem precisa e a quem esteja ao nosso alcance auxiliar, mas compreendendo um limite de até onde ir, até onde não gerar um mal a nós mesmos, até onde o que – de fato – está sob o meu controle.
Jamais podemos nos “utilizar” da filosofia estoica para nos tornarmos insensíveis ao outro. Não é isso que o Estoicismo defende.
“Saber o que você controla não liberta você das obrigações da vida”.
Matthew Van Natta
Estamos conectados à nossa humanidade! Não a percamos de vista sob o escudo de um conhecimento que prega exatamente o oposto.
Referências:
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