Você já parou para pensar que tudo que você faz, pode ser a última vez?
Sam Harris cita que quando pegamos nossos filhos nos braços, pode ser a última vez, e há mágica e urgência em sabermos disso. Precisamos nos tocar disso e estar presentes. Os filhos crescerão e, um dia, não pegaremos mais nas suas mãos ao atravessar a rua.
Isso vale para tudo na vida. Pode ser a última vez que você mergulha no mar ou a última vez que faz sexo com seu parceiro.
Mesmo nas coisas ruins, é pungente identificar o momento presente. Quando conhecemos uma pessoa, num dia qualquer, mesmo que essa não nos impressione ou que pareça chata, é preciso olhar nos seus olhos e saber o seu nome, ao invés de voltar rápido o olhar ao celular e se perder fora da consciência.
Quando um filho pequeno lhe acorda chorando, quando uma tia chata lhe demanda um favor, quando um companheiro de trabalho se queixa, identifique que aquele instante pode ser o último, isso torna o momento presente e especial.
“A verdadeira felicidade é aproveitar o presente, sem dependência ansiosa do futuro, não nos divertir com esperanças ou temores, mas descansar satisfeitos com o que temos, o que é suficiente, pois aquele que o é não quer nada mais.”
Médico patologista formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com Residência Médica em Patologia pela University of Maryland (EUA) e Doutor em Patologia pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Ele é diretor do Laboratório Argos. Fábio é surfista e triatleta.
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