O simbolismo do leão No Budismo, o leão não personifica brutalidade, mas coragem para encarar o próprio caos. Os estoicos batem na mesma tecla: ver dificuldades como matéria-prima para a virtude, não como azar. “Se alguém falasse conosco do jeito que falamos com nós mesmos, daríamos um soco na cara dessa pessoa. Achamos que precisamos desse sargento interior para fazer as coisas acontecerem. O que realmente precisamos é autocompaixão. Aprenda a falar consigo mesmo como falaria com um amigo.”— Dan Harris Sem autocompaixão, o leão interno vira um tirano. Cultivar um diálogo interno mais gentil não nos enfraquece; nos faz…
Para o Estoicismo, as paixões (páthos) eram sentimentos, desejos e emoções doentios, não-saudáveis ou insalubres; como medo, raiva, ciúmes… E devemos nos livrar desses sentimentos que nos fazem mal. Ser dominado por paixões, é abrir mão da razão. As paixões nos fazem julgar as situações de forma incorreta. Quando odiamos, seja uma situação ou nós mesmos, não conseguimos avançar, afinal a raiva é um desses sentimentos doentios que nos faz perder a razão. A raiva é considerada pelos estoicos uma das paixões mais terríveis e violentas. A ira – que é a raiva em sua pior forma – é entendida…
Ana Claudia Quintana Arantes em seu livro A morte é um dia que vale a pena viver traz uma visão interessante sobre o que seriam as diferenças entre empatia e compaixão – especialmente quando se trabalha com cuidados paliativos – e por que devemos escolher a compaixão. “Empatia é a habilidade de se colocar no lugar do outro”, ela afirma. E complementa: “A empatia tem seu perigo. A compaixão, não. Compaixão vai além da capacidade de se colocar no lugar do outro: ela nos permite compreender o sofrimento do outro sem que sejamos contaminados por ele. A compaixão nos protege…
